quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ESCARFACE OBRA PRIMA DE BRIAN DE PALMA 1983 (TONY MONTANA)


Scarface é um filme dirigido por Brian de Palma que apresenta o papel de um imigrante cubano que tenta formar um império de tráfico de drogas. O filme foi realizado em 1983, sendo o remake de outro filme de 1932 realizado por Howard Hawks e produzido por Howard Hughes.
O argumento é de Oliver Stone baseado num romance de Armitage Trail. Scarface é um dos filmes mais violentos já feitos e também um expoente de Hollywood no Cinema da década de 80.
Censurado em muitos países, a palavra "fuck" aparece 182 vezes [carece de fontes?]. Rumores dizem que a banda Blink-182 adotou o 182 por causa do filme. Essa marca "Fuck" só seria superada com o lançamento de Goodfellas (Tudo Bons Rapazes em Portugal e Os Bons Companheiros, no Brasil) em 1990, em que aparece 246 vezes a referida palavra.
A fita de Brian de Palma é um remake do filme Scarface - A Vergonha de uma Nação, do diretor Howard Hawks, de 1932. O roteirista Oliver Stone não apenas colocou o enredo nos anos 80, como também transferiu o ambiente da história de Chicago para Miami.
Um criminoso cubano, Tony Montana (Al Pacino), é exilado de Cuba para Miami, EUA. Ao lado de alguns companheiros, um deles Manny Ribeira (Steven Bauer), Tony começa fazendo pequenos trabalhos para um chefão do tráfico de drogas Frank Lopez (Robert Loggia), e em pouco tempo sobe na organização criminosa, enquanto sobem ainda mais suas ambições. Tony se apaixona pela mulher de seu chefe Elvira Hanckoc (Michelle Pfeiffer), e logo depois mata Frank, após esse ter tentado mata-lo. Tony chega ao topo do império da cocaína em Miami trabalhando ao lado do barão da coca Alejandro Sosa e ganha cada vez mais poder e dinheiro, entretanto começa a ter problemas devido ao vício em cocaína, problemas pessoais com sua irmã Gina e problemas com o imposto de renda o que acabam afetando indiretamente Tony Montana e aos poucos o levam a ruína.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

NOFX

NOFX é uma banda norte-americana de punk rock californiano/hardcore melódico formada por Erik Sandin (bateria), Eric Melvin (guitarra) , El Hefe e Mike Burkett (a.k.a Fat Mike baixo e vocal) em 1983. O som da banda é diverso, utilizando elementos de skate punk, ska punk e hardcore punk. Suas canções geralmente abordam temas como política, sociedade, racismo, a indústria da música e religião, com doses humorísticas.
(nofx o melhor punk rock californiano)p:Anderson gomes de souza
Em 1985 assina com a gravadora Mystic Records pela qual lança vários singles e EP. Divergências com a gravadora levaram a banda a mudar para a Epitaph Records (que pertence ao guitarrista do Bad Religion, Brett Gurewitz) e ao mesmo tempo Fat Mike cria o seu próprio selo Fat Wreck Chords.
O nome NOFX teve origem numa outra banda punk chamada Negative FX. Baseada nisso, a banda decidiu compor o nome com No FX (No Effects - Sem Efeitos), pois o som da banda não possuía nenhum efeito sonoro, extremamente comum nas músicas da década de 1980.
A partir de 1986, Fat Mike torna-se também vocalista da banda e em 1991 surge El Hefe como segundo guitarrista, formação que se mantém até hoje. Com a entrada de El Hefe alterou-se a sonoridade, passando a ter elementos de ska.
A banda consegue pela primeira vez notoriedade nos Estados Unidos em 1991 com o álbum "Ribbed". O sucesso veio em 1992 com o álbum "White Trash, Two Heebs And A Bean", repetindo a proeza dois anos mais tarde com o álbum "Punk In Drublic" que é até hoje o maior recorde de vendas da banda, com mais de um milhão de cópias vendidas. A MTV começou então a pedir vídeos e as grandes gravadoras ofereciam contratos, mas os músicos mantiveram os seus príncipios e recusaram as ofertas.
Em 1996 é lançado o álbum "Heavy Petting Zoo" com uma sonoridade ligeiramente diferente, mesmo assim conseguindo atrair o público. O álbum "So Long and Thanks for All the Shoes" de 1997 volta às origens e inclui elementos ska, sendo considerado o melhor álbum pelos próprios membros da banda, embora não consiga repetir o sucesso dos álbuns anteriores. Com "Pump Up The Valuum" (2000) surge um trabalho sem qualquer influência ska.
O álbum seguinte, "War on Errorism" (maio de 2003), é lançado pela Fat Wreck Chords criticando a presidência de George W. Bush. Em 2004 surge o Best-of intitulado "The Greatest Songs Ever Written (By Us)" editado pela Epitaph. Em 2006, lançaram, também pela Fat Wreck Chords o álbum Wolves in Wolves' Clothing, com um foco menor em questões políticas e maior contra as religiões.
Recentemente o NOFX lançou o álbum "Coaster" e dois eps "Cokie the Clown" e "My Orphan Year", a sonoridade da banda é a mesma abordando temas políticos, religiosos e algumas experiências de vida do vocalista Fat Mike, a música "My Orphan year" ou "Meu ano Orfão" aborda um lado mais pessoal do baixista, na qual relata o ano em que perdeu seus pais.

Em 1997 NOFX apresentou-se na casa de show Aeroanta em Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, na Fundição Progresso e Porto Alegre, onde tocou no Opinião.
Em 2006, a banda NOFX deu início a um tour mundial, com um intuito principal de tocar em lugares aonde o punk norte-americano não possui popularidade.
Além de realizar diversos shows em localidades ditas 'estranhas' ao punk, NOFX tocou também em Rio de Janeiro (dia 29/09, no Claro Hall), Curitiba (dia 30/09, no Master Hall), São Paulo (dia 01/10, no Credicard Hall) e Porto Alegre (dia 2/10, no Pepsi on Stage).
Em 2010, a banda voltou ao Brasil, tocou no Pepsi on Stage, em Porto Alegre, no dia 3 de março, em São Paulo no Santana Hall no dia 4 do mesmo mês. Depois disso, a banda tocou em Fortaleza (Ceará) no Siará Hall, no Brasil Awake Festival no dia 6 e por último em Curitiba, com um show no Master Hall no dia 7, onde teve até uma participação de um fã na música Cokie The Clown tocando Baixo.
Formação atual
  • Erik Sandin - Bateria (1983 - 1985, 1986 - Atualmente)
  • Eric Melvin - Guitarra, acordeão e vocal (1983 - Atualmente)
  • Fat Mike - Vocal e baixo(1983 - Atualmente)
  • El Hefe - Guitarra, trompete e vocal (1991 - Atualmente)
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  • Al-Qaeda e Estados Unidos disputam tráfico na Paraíba iG mostra como agem as duas facções criminosas no Estado
    No dia 11 de setembro de 2001, dois aviões se chocaram contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque, no maior ataque terrorista da história. O atentado foi cometido pela organização Al-Qaeda, de Osama Bin Laden. Durante anos, os Estados Unidos tentaram capturar o terrorista e em maio do ano passado Bin Laden acabou morto por tropas norte-americanas.
    Inspirados neste conflito, bandidos de João Pessoa, na Paraíba, criaram, nos últimos anos, duas facções criminosas que disputam o controle de comunidades da cidade: a Al-Qaeda e os Estados Unidos.
    A Al-Qaeda foi criada há cerca de dez anos. Segundo o titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil, Alan Murilo Terruel, a ideia surgiu de um grupo de presos que planejava se estabelecer em determinadas localidades de João Pessoa e, para isso, usava de extrema violência. Daí, o nome Al-Qaeda, que também é chamada de Okaida.
    "A ideia da Al-Qaeda se alastrou e virou até funk. Eles se inspiraram no Osama Bin Laden e pretendiam realizar ações kamikazes", diz Terruel. A facção se propagou por alguns bairros de João Pessoa, como Mandacaru, São José, Novais, Alto do Mateus e Ilha do Bispo, e nestes locais uma estrutura de tráfico de drogas.
    O grupo, segundo as investigações, vendia de 20 kg a 30 kg por semana de crack, droga fornecida pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), organização que age nos presídios de São Paulo.
    No ano passado, após sucessivas ações da polícia para reprimir o tráfico, integrantes da Al-Qaeda chegaram a promover badernas na cidade, como a queima de dois ônibus. Um de seus principais líderes, criminoso conhecido como Fão, acabou transferido para o presídio federal de Porto Velho (Rondônia).
    O delegado Terruel afirmou ao iG que os integrantes da Al-Qaeda tem peculiaridades próprias. Entre elas, tatuar palhaços (bobo da corte) e o boneco Chuck, do filme "Brinquedo Assassino". Outra característica, segundo ele, era montar um "Exército de Viciados", ou seja, recrutar jovens consumidores de drogas para trabalhar para o tráfico e, em troca, oferecer entorpecentes como pagamento pelos serviços. Crianças e adolescentes também são admitidos pelo grupo.
    O promotor Herbert Carvalho, do Gaeco (Grupo de Combate às Organizações Criminosas), afirmou ao iG ter informações de que o ingresso na Al-Qaeda é feito mediante um "ritual de iniciação" no qual a pessoa precisa matar outra para se filiar ao grupo. Segundo ele, neste caso, as principais vítimas seriam os que possuem dívidas com os traficantes. No entanto, caso não existam alvos específicos, os suspeitos procuram vítimas, quem quer que seja, informou o representante do Ministério Público.
    Os traficantes seguidores da Al-Qaeda desafiavam a polícia. Ousados, os criminosos escreveram uma mensagem em um muro: "Não entre. Vai levar bala". Em setembro do ano passado, pelo menos três escolas de João Pessoa fecharam após surgirem boatos de que os criminosos desta facção iriam incendiá-las. Os bandidos picharam a sigla do grupo (OKD) no muro de um dos colégios.
    Foto: Divulgação/Secretaria da Segurança e Defesa Social Ampliar
    O coordenador da Delegacia de Entorpecentes, Alan Murilo Terruel, revelou ao iG como atuam as facções em João Pessoa
    Bandeira e carpa japonesa
    A facção Estados Unidos surgiu depois da Al-Qaeda. O delegado Terruel não tem uma data exata para a criação do grupo, mas disse que o objetivo era fazer frente aos rivais da Al-Qaeda. O grupo atuava principalmente no Mandacaru, onde dividia as bocas de fumo com a facção inimiga, e também na comunidade Bola na Rede, no bairro dos Novais. A quadrilha tinha como uma das características recrutar menores de idade para trabalharem no tráfico.
    De acordo com o coordenador da DRE, para demonstrar a força da quadrilha, os bandidos chegaram a pintar a bandeira dos Estados Unidos em seus domínios. Os criminosos também usavam tatuagens com o símbolo ou de uma carpa japonesa (espécie de peixe), sendo este último também utilizado por membros do PCC paulista. O principal líder da facção, o bandido conhecido como Alexandre Neguinho, foi transferido para o presídio federal de Porto Velho.
    "Os ‘americanos’ comercializam até mesmo o oxi. Há cobrança de dívidas de drogas que chegam a culminar com mortes", disse o promotor Herbert Carvalho.
    Bala perdida
    Um capítulo da guerra entre os dois grupos ocorreu no último domingo (26). Bandidos ligados aos Estados Unidos atacaram os rivais no bairro dos Ipês. O tiroteio deixou uma criança de quatro anos ferida por bala perdida.
    No último dia 16, dois homens foram presos em Mandacaru suspeitos de terem matado um adolescente de 14 anos. Um deles tinha a bandeira norte-americana tatuada na perna e disse à polícia ser inimigo da Al-Qaeda.
    Outros confrontos entre integrantes dos dois grupos resultaram em mortes no Mandacaru, na comunidade Bola na Rede (que fica no bairro dos Novais) e também na localidade de Taipa, no bairro Costa e Silva. Na Bola na Rede, a Al-Qaeda expulsou os rivais.
    Presídio

    Foto: Divulgação
    Presídio do Roger, em João Pessoa, onde há grande rivalidade entre membros da Al Qaeda e Estados Unidos
    A rivalidade entre Al-Qaeda e os Estados Unidos também ocorre no sistema penitenciário. Na última semana de outubro, um confronto entre detentos das duas facções resultou em uma rebelião no presídio do Roger. Dois presos acabaram mortos e 13 ficaram feridos. Dias antes, também devido a uma briga entre as gangues, um presidiário acabou morto e teve o corpo esquartejado na mesma unidade.
    Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Secretaria Estadual da Cidadania e da Administração Penitenciária, Manoel Leite, as brigas entre as gangues são frequentes nos presídios.
    De acordo com ele, os presos das duas facções ficam em celas separadas mas acabam se encontrando durante os banhos de sol ou refeições quando ocorrem as confusões. Na semana passada, cinco presos ficaram feridos durante uma briga entre os grupos rivais, segundo o sindicalista.
    O promotor Herbert Carvalho disse ao iG que, em razão da transferência de integrantes das duas facções para presídios do interior do Estado, houve uma migração de integrantes para outros municípios da Paraíba. A Al-Qaeda, por exemplo, teria ramificações em outras cidades paraibanas também como Bayeux, Cabedelo e Santa Rita.
    Assim como acontece no Rio de Janeiro com as facções Comando Vermelho (CV), Amigos dos Amigos (ADA) e Terceiro Comando Puro (TCP), os grupos paraibanos lançaram funks na internet e nas letras há mensagens incitando a violência contra os rivais.
    Entrada do PCC
    O delegado Alan Murilo Terruel disse ao iG que a facção criminosa PCC estaria planejando se estabelecer no Estado. Segundo ele, já haveria conversas entre integrantes da facção paulista com membros da Al-Qaeda em presídios de Pernambuco para firmar uma aliança.
    O policial afirmou que o PCC forneceria, a cada 20 dias, cerca de 50 kg de crack para os traficantes paraibanos. No entanto, estaria tendo dificuldades de se obter lucro porque nem tudo é vendido em razão da violência empregada pelas facções nas comunidades, o que tem resultado em diversas ações da polícia.
    "O PCC não domina as áreas de venda de drogas de João Pessoa e quer traçar uma nova linha de comando na cidade, mudar o funcionamento destas facções. Para eles, quanto mais violência mais vai ter ação da polícia e prejudicará a venda de venda de drogas", disse.
    O delegado disse temer que integrantes das duas facções reajam aos interesses do PCC porque isso poderia provocar novos confrontos. No final de 2010, um suposto integrante da organização paulista foi morto no bairro de São José, reduto da Al-Qaeda. Na ocasião, ele estava de posse de um estatuto do grupo de São Paulo.ANDERSON GOMES DE SOUZA (fique sabendo)CYBORG'
  • quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

    Filho diz que matou a mãe porque ela o obrigava a estudar e trabalhar

    R7 21/02/2012 03h00
    Kléber Galasso, de 22 anos, confessou à polícia que matou sua mãe com golpes de faca com a ajuda de outro homem, porque não estava contente com o fato de que ela o pressionava a estudar e trabalhar.
    O detalhe é que ele sempre frequentou as melhores escolas e, atualmente, estudava Direito em uma das faculdades mais caras de São Paulo.
    Primeiro, ele havia dito à polícia que havia sido abordado na rua por um assaltante e obrigado a ir até seu apartamento pegar cartões de crédito. Dentro de casa, o criminoso o teria ameaçado com uma faca e sua mãe teria tentado defendê-lo - e acabou sendo morta pelo bandido, que fugiu.
    Só que a polícia desconfiou quando Kléber caiu em contradição na hora de explicar o caminho que fez com o suposto assaltante até chegar em casa. E o retrato falado do assaltante também levantou suspeitas.
     

    domingo, 19 de fevereiro de 2012

    CASO ALOÁ

    Em 13 de outubro de 2008, Lindemberg Fernandes Alves, então com 22 anos, invadiu o domicílio de sua ex-namorada, Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, no bairro de Jardim Santo André, em Santo André (Grande São Paulo), onde ela e colegas realizavam trabalhos escolares. Inicialmente dois reféns foram liberados, restando no interior do apartamento, em poder do sequestrador, Eloá e sua amiga Nayara Silva.
    No dia 14, Eduardo Lopes, o advogado do sequestrador, passou a acompanhar as negociações do cliente com o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE). Às 22h50min desse dia, Nayara Rodrigues, 15 anos, amiga de Eloá, foi libertada, mas no dia 15 a sua amiga voltou para continuar as negociações.[3]
    Após mais de 100 horas de cárcere privado, policiais do GATE e da Tropa de Choque daPolícia Militar de São Paulo explodiram a porta - alegando, posteriormente, ter ouvido um disparo de arma de fogo no interior do apartamento - e entraram em luta corporal com Lindemberg, que teve tempo de atirar em direção às reféns. A adolescente Nayara deixou o apartamento andando, ferida com um tiro no rosto, enquanto Eloá, carregada em uma maca, foi levada inconsciente para o Centro Hospitalar de Santo André. O sequestrador, sem ferimentos, foi levado para a delegacia e, depois, para a cadeia pública da cidade. Posteriormente foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, na cidade de São Paulo.
    Eloá Pimentel, baleada na cabeça e na virilha, não resistiu e veio a falecer por morte cerebral confirmada às 23h30min de sábado (18 de outubro).[4]
    O caso também repercutiu no exterior; o jornal espanhol El País destacou a comoção nacional pelo falecimento da jovem Eloá.[5]

    ControvérsiaA ação da polícia foi amplamente criticada por diversas pessoas, inclusive especialistas em segurança pública. Marcos do Val, instrutor de defesa pessoal do departamento de polícia de Beaumont no estado americano do Texas,[6] foi contatado por uma rede de TV brasileira para comentar sobre a ação policial no caso. De acordo com ele, a polícia ter permitido que o sequestro se alastrasse por mais de cem horas foi errado, pois "em uma situação passional como essa, quanto mais tempo leva, mais inconstante a pessoa fica". Ele também afirmou que a polícia ter permitido a volta de Nayara ao cativeiro foi o maior absurdo da operação. De acordo com ele, "em nenhum lugar do mundo já existiu uma situação dessas". Além disso, também apontou erros no socorro às vítimas e na invasão.[7] Ariel de Castro Alves, secretário-geral do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa (Condepe) criticou a polícia por não ter contatado a mãe de Lindemberg para participar das negociações. De acordo com Alves, faria mais sentido a mãe de Lindemberg ir ao apartamento negociar a soltura de Eloá do que Nayara, pois o sequestrador tem um envolvimento afetivo maior com a primeira.[8]

    Outro momento polêmico foi quando a jornalista Sônia Abrão da RedeTV! entrevistou Lindemberg e Eloá por telefone, intervindo diretamente nas negociações.[9] O programa apresentado por Abrão, A Tarde É Sua, que tem média diária de 2 pontos no IBOPE, registrou pico de 5 pontos durante a entrevista com Lindemberg. De acordo com o sociólogo e jornalista Laurindo Leal Filho, que apresenta o programa da TV Câmara Ver TV, sobre ética na televisão, a interferência de uma emissora em um caso como esse, além de perigosa, é inconstitucional.[10]Para o advogado Paulo Castelo Branco, ex-Secretário de Segurança do Distrito Federal e membro da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB), não houve infração nenhuma da jornalista do ponto de vista legal. Para ele, houve uma "incapacidade do Estado de proteger a área e de não permitir acesso de outros ao telefone do sequestrador".[11] O Ministério Público Federal de São Paulo decidiu mover ação civil pública contra a apresentadora pela exibição da entrevista. O MPF afirma que as entrevistas interferiram na atividade policial em curso e colocaram a vida da adolescente e dos envolvidos na operação em risco e pede indenização por danos morais coletivos de 1,5 milhão de reais.[12]

    Violência contra Lindemberg

    Val afirmou que os policiais pisaram no pescoço de Lindemberg como forma de imobilizá-lo foi desnecessário. Um vídeo feito por um policial e divulgado com exclusividade por Roberto Cabrini no Jornal da Record, mostra Lindemberg prestando depoimento completamente nu, com as mãos algemadas para trás e o rosto visivelmente inchado,[13] o que poderia indicar que foi espancado. O Condepe pediu esclarecimento sobre o vídeo[14] e, no dia 27 de outubro, fez uma denúncia na Ouvidoria das Polícias de São Paulo, pedindo que seja investigado se Lindemberg sofreu agressões desnecessárias durante a operação.[15] A Corregedoria da Polícia Civil abriu inquérito para investigar quem foi o policial responsável pelo vazamento das imagens. De acordo com a Folha de S. Paulo, as imagens teriam sido negociadas por 50 mil reais com quatro policiais. A Record negou, afirmando que o vídeo é fruto de sua "equipe arrojada de jornalistas".[16]
    As imagens suscitaram uma discussão sobre o tratamento dado ao preso na mídia. De acordo com o jurista Luís Flávio Gomes, tanto a sociedade quanto a imprensa são complacentes com atos de violência, que legitimam as práticas de violação dos direitos humanos. A consequência disso seria, de acordo com ele, um tipo de "fascistização" da sociedade. Afirmou ainda que as imagens evidenciam que "a sociedade desrespeita a Constituição e desrespeita tudo no momento em que admite esse tipo de violência".[17] A declaração de Cabrini; "agora preso um homem nu fragilizado, acuado que em nada lembra as agressividades dos dias de fúria" pode ser interpretada como uma ironia aos supostos maus-tratos do rapaz, legitimando-os. Um blogue chegou a comparar a exibição das imagens com as de Abu Ghraib.[18]

    Espetacularização do caso

    Com o prolongamento do cárcere privado, a mídia brasileira foi pouco a pouco ampliando sua atenção ao caso. Após cerca de dois dias de cárcere privado, a RedeTV! entrevistou o sequestrador Lindemberg Alves, seguida pela repórter Zelda Mello, da Rede Globo e também pelo repórter da Folha Online. Assim, houve uma espécie de "espetacularização do crime", bastante questionada e criticada após o desfecho do caso, que resultou na morte de uma das reféns. O caso mais criticado talvez seja o da apresentadora Sônia Abrão, do programa A Tarde é Sua. Nele, ela conversou ao vivo com Lindemberg Alves e Eloá por telefone, bloqueando a linha que era utilizada para contato com onegociador.[19] O ex-integrante do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e sociólogo Rodrigo Pimentel, em entrevista ao portal Terra criticou duramente a cobertura da mídia brasileira argumentando que as emissoras de TV citadas - RedeTV!, Rede Record e Rede Globo - foram "irresponsáveis e criminosas" e declarou que o "Ministério Público de São Paulo deveria, inclusive, chamar à responsabilidade, essas emissoras de TV".[20]

    Descobertas após o caso

    De acordo com o relato da Polícia Civil de Alagoas, o ex-cabo da Polícia Militar Everaldo Pereira dos Santos, conhecido como "amarelinho", é Everaldo Pimentel, pai de Eloá, que estava disfarçado com o nome de Aldo Pimentel e estava morando com sua família em Santo Andréno estado de São Paulo. Everaldo tem quatro homicídios em sua ficha corrida. Ele é acusado pela polícia de Alagoas de participar do assassinato do delegado Ricardo Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), e do motorista do delegado, Antenor Carlota, em1991. Everaldo é acusado também de assassinar sua ex-mulher Marta Lúcia, com quem foi visto pela última vez. Ele também é acusado de ter atuado em um grupo de extermínio de Alagoas denominado "Gangue Fardada", e está sendo investigado sua participação com o crime organizado de Santo André. Temendo ser preso, Everaldo não foi ao enterro da filha ficou foragido durante meses, dizendo que só se entregaria se ficasse detido no Estado de São Paulo.[21] Everaldo Pereira dos Santos foi condenado em novembro de 2009 a 33 anos e seis meses de prisão pelos assassinatos do ex-delegado Ricardo Lessa e do seu motorista, Antenor Carlota da Silva, crime ocorrido em 1991. Ele foi finalmente preso na periferia de Maceió em 28 de dezembro de 2009, escondido na casa de parentes.[22]
    Em 5 de março de 2010, Lindemberg foi anunciado como testemunha no processo contra o pai de Eloá Cristina Pimentel.[23]

    Julgamento e sentença

    No dia 8 de janeiro de 2009 o juiz José Carlos de França Carvalho Neto, da Vara do Júri e Execuções Criminais de Santo André, determinou que Alves irá a júri popular pela morte da ex-namorada. Durante o interrogatório, Alves — orientado por sua advogada — preferiu não dar declarações, permanecendo de cabeça baixa, enquanto ouvia o resumo do caso.[24] O julgamento de Lindemberg durou 4 dias, de 13 a 16 de fevereiro de 2012, e ele foi considerado culpado pelos 12 crimes que foi acusado (um homicídio, duas tentativas de homicídio, cinco cárceres privados e quatro disparos de arma de fogo) e condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pela juíza Milena Dias. Sua sentença foi transmitida ao vivo por diversas redes televisivas, como a Rede GloboRede Record e a Band News. O Código Penal, entretanto, previne que um cidadão permaneça preso por mais de 30 anos.[25]JUIZA: milena dias